Dormi subordinado e acordei líder

Embora seja um tema muito falado e discutido, ser um líder não é de fato uma tarefa fácil. Existem muitos desafios que um líder precisa enfrentar, não só no que se refere nas práticas das atividades operacionais, mas principalmente nas habilidades no âmbito emocional. Essa última quase sempre deixada em segundo plano nas preparações e formações de líderes.

Pesquisas revelam que nos últimos 15 anos, as corporações têm investido muito na preparação de liderança, principalmente em novos talentos.  Essas mesmas pesquisas mostram que o reflexo nos resultados de uma liderança bem preparada é considerável, não à toa existe inclinação para, mesmo em momento de redução de custos, investir na formação de liderança.

Com quadros cada vez mais enxutos, construir equipes eficientes é, sem dúvida, a principal função de qualquer líder. O mercado exige cada vez mais habilidades e competências, implicando fazer mais com menos, fazer do pouco muito, otimizando recursos e atendendo uma demanda maior a cada entrega.

A velocidade de crescimento do nível de eficiência da liderança é quase sempre maior do que o tempo necessário para preparação desse líder, o que significa dizer que a formação implica em diversos fatores, isso exige as vezes um tempo que o capital não tem paciência de esperar. Ainda mais se considerarmos a realidade de cada vez mais jovens estão ocupando essas posições.

Quero com isso chamar a atenção que em nome dessa rápida ascensão, alto grau de responsabilidade e eminente demanda de eficiência, implica direta consequência na saúde emocional do profissional.  Sem aparentes sintomas a curto prazo, mas consequências a longo prazo, causando prejuízos, afetando, portanto, desde a qualidade das relações interpessoais, a comprometimento nos resultados.

Percebo em muitos lideres em que eu trabalho, tanto em atendimentos individuais, quanto principalmente nos cursos de capacitação, profissionais com altos níveis de stress, níveis de ansiedade importante, alteração do humor, dificuldades de administrar o tempo, e infelizmente, tudo isso incidindo diretamente em sua vida pessoal.

Um alerta aos gestores que acham que somente o investimento na formação operacional de liderança é o suficiente para um resultado sustentável. Cuidado!

A formação de liderança, exige, antes de tudo, prepara-lo emocionalmente para essa responsabilidade. Capacitação que leva em consideração a inteligência emocional do líder não só é importante como essencial. Estimular a resiliência vai garantir a esse líder condições de ser mais flexível nos momentos de desafios.

Você que é jovem líder e pensa em ter carreira eficiência e sustentável, saiba que em seu projeto de formação deverá conter treinamentos capazes de te fortalecer emocionalmente. Se conhecer mais, encarar as suas limitações a fim de poder trabalha-las, sem, contudo, deixar de focar em suas virtudes.

O stress das frequentes decisões, dos conflitos nos relacionamentos, bem como os desafios de lidar com as adversidades cotidianas tendem a ser melhores administradas com habilidades emocionais fortalecidas. Lembrando sempre que a liderança é um exercício de dentro para fora, se do lado de dentro está fragilizado as projeções também serão fragilizadas.


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