Inteligência Relacional

Quão inteligente você é quando o assunto é relacionamento? Como desenvolver as habilidades e recursos necessários para fazer uso da inteligência relacional, considerada a competência mais revolucionária desde a descoberta da inteligência emocional? 

Capa da Revista Você S/A deste mês e pauta dos grandes veículos de comunicação e reuniões nas grandes empresas, a inteligência relacional é um tema que chegou para ficar e que para nós, que trabalhamos com desenvolvimento humano, certamente provocará muita reflexão e estará presente em nosso dia a dia. Por isso trazemos ele aqui em primeira mão. Certamente você ouvirá falar muito sobre isso nos próximos dias, meses e anos. 

Afinal de contas, o que é inteligência relacional? Trata-se da habilidade de mobilizar recursos e pessoas em prol de um objetivo comum, o que potencializa a criatividade, a inovação e a geração de resultados acima da média. Apesar de vivermos numa sociedade multi-conectada, fruto de uma grande revolução tecnológica que encurtou distâncias e, literalmente, nos conectou ao mundo, o fato é que temos ainda muito que aprender sobre o modo como nos relacionamos uns com os outros, de forma saudável, efetiva e, sobretudo, profunda, visando objetivos maiores. 

As relações têm acontecido num cenário bastante raso e individual, o que nos coloca em “bolhas” e nos distancia do ser humano que há do outro lado das telas que nos aproximam e afastam quase na mesma medida. A inteligência relacional pressupõe senso de comunidade, envolver pessoas em busca de um resultado ou um propósito comum, a capacidade de obter o melhor de cada um e isso requer algumas atitudes consideradas básicas para desenvolver essa competência. 

A primeira delas é a Curiosidade, que significa explorar diversos ângulos de um problema buscando novas perspectivas; a segunda é a Combinação, que é a capacidade de reunir diferentes ideias, produtos e recursos e combina-los para a criação de novos conceitos; a terceira é a Comunidade, que examina o modo como você se relaciona com o seu entorno e de que forma você poderia se conectar mais e melhor com diferentes pessoas para desenvolver novas ideias; a quarta é a Coragem, que avalia se a pessoa foge de conversas difíceis ou procura encorajar esse comportamento em sua equipe; e, por fim, a Combustão, que analisa quanto você tem mobilizado e encorajado suas redes a pensar diferente também. 

Em síntese, essa competência está muito relacionada também à empatia, que é a capacidade de reconhecer no outro o imenso potencial de gerar novas ideias e conquistar novos resultados. Dar voz e lugar de fala a todas as pessoas, procurando incorporar elementos que, embora diversos, podem ser somados para gerar inovação e melhores resultados é uma condição para aproveitar melhor o potencial de uma rede e se relacionar melhor com elas. Isso implica compreender e aceitar a diversidade, ter sabedoria para entender opiniões diferentes das suas e, acima de tudo, maturidade (e, por que não, inteligência emocional) para manter o foco no bem coletivo, em projetos que visem o benefício de todos, e não apenas a visão do próprio umbigo. 

Estudar o comportamento das pessoas, escutar mais o outro, ter empatia, permitir que todo o tipo de sugestão venha à tona e diálogos francos sejam estabelecidos em qualquer ambiente também são boas estratégias para desenvolver essa competência, que já vem sendo reconhecida e estimulada nas grandes empresas, sobretudo entre seus líderes.   

Entender que a qualidade é mais importante que quantidade e procurar estar rodeado de pessoas que possam contribuir para o seu crescimento é uma prática, por exemplo, que os grandes atletas e esportistas já usam. Cercar-se de gente inspiradora, que eventualmente pense diferente de você, mas que pode contribuir para melhores resultados tanto em sua vida quanto em sua carreira, é uma atitude altamente desejada para quem busca mais inteligência relacional. 

Esse termo, inclusive, foi cunhado pelas pesquisadoras Erica Dhawan e Saj-Nicole Joni, especialistas em liderança e carreira, que escreveram juntas o livro Get Big Things Done: the Power of Connectional Intelligence (Faça grandes coisas: o poder da inteligência relacional, numa tradução livre, ainda sem edição no Brasil). Elas acreditam que essa habilidade será tão importante e revolucionária quanto foi a inteligência emocional no passado.  

 A inteligência relacional é tão versátil que pode (e deve) ser usada além dos muros das companhias, onde ela está sendo mais requerida. Muitas empresas entendem, por exemplo, que a criação de ambientes diferentes e mais acolhedores fora dos escritórios pode ser propícia para o surgimento de novas ideias e de maior esforço coletivo para resolução de um problema, por exemplo. Num ambiente mais informal e amigável, você se dá conta de que está se relacionando com pessoas, que elas também são movidas e estimuladas por propósitos maiores, e tem ali a chance de criar vínculos mais consistentes e produtivos. 

Revisar processos, mudas as regras do jogo quando necessário, pedir ajuda a novas pessoas e comunidades, testar, errar e corrigir rápido o erro são características importantes para crescer e melhorar, que é isso que essa competência busca, tanto em um nível profissional quanto em nível pessoal. 

Em grande escala, pensando em sustentabilidade e consciência ecológica, por exemplo, é a inteligência relacional que provavelmente dará início às grandes revoluções no sentido de gerar soluções que visem o bem do planeta, unindo e conectando pessoas em torno de algo maior. 

Relacionar-se bem começa dentro de casa, passa pelos diversos ambientes que frequentamos (escolas, igrejas, clubes), entra nas empresas e engloba a consciência planetária de que somos, todos, parte de uma coisa só. 

É ela que vai determinar para onde vamos. E, claro, todos queremos ir para um lugar melhor do que estamos. Essa caminhada só é possível se feita com uma rede. 

É esse inclusive o propósito e a missão que originou a Venera. Mais do que uma empresa de treinamentos, somos uma empresa que busca desenvolver pessoas. Estava escrito antes de conhecermos a própria expressão inteligência relacional. “Nossa missão é promover a transformação e o desenvolvimento de pessoas, ampliando seus recursos e potenciais, fornecendo novas perspectivas de interações sociais, melhorando a qualidade de vida e o desempenho de suas atividades nos aspectos individuais e coletivos”. Pelo visto estamos no caminho certo, sintonizados com a evolução humana (e planetária). 

Aqui cabe o velho ditado de que chega mais rápido quem caminha sozinho, mas mais longe quem caminha junto. 

A gente quer chegar bem mais longe, juntos. E você? 

#vempravenera

#inteligenciarelacional

#desenvolvimentohumano

 

 


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