Saiba o que você deve fazer para vencer a timidez

Quantas vezes você já presenciou muitas oportunidades perdidas por conta da timidez. Talvez muitas delas tenham acontecido com você, ou com pessoas do seu convívio, de um potencial incrível, mas sentiram-se retraídas, por uma força interior muito mais forte do que a própria vontade. Você já parou para pensar que isso pode ser um problema, e não uma característica?

Precisamos, antes de mais nada, entender que alguns perfis de comportamento são apenas inclinações, e não são caracterizados como um problema que devemos investir energia para solucioná-los. Alguns sentimentos e comportamentos devem ser investigados quando causam inabilidade social e começam a afetar de maneira mais significativa os resultados de uma pessoa, seja nos relacionamentos, ou nos sentimentos e emoções.

É evidente que existem pessoas mais retraídas, mais introspectivas, a essas características damos o nome de introspecção, e não há problema nenhum nisso. São inclinações que constituem um perfil de comportamento. Há espaço para todos debaixo do sol, e características são características. No entanto, quero alertar para algo perigoso, quero falar aqui de perfil comportamental que ultrapassa a linha das características, e que pode causar grande prejuízo impossibilitando, inclusive, de construção de relações afetivas.

A timidez pode, e muito, afetar a vida de uma pessoa, causando impossibilidade de crescimento nas relações sociais, profissionais, e até dificuldades de lidar com os próprios sentimentos.  A própria definição da palavra timidez é um alerta de que há algo errado: “acanhamento excessivo; qualidade de quem é fraco, frouxo”.

Podemos associar a timidez com uma série de fatores, tais como autoestima baixa, medo de errar, baixa tolerância a frustração, perfeccionismo, insegurança, experiências afetivas traumáticas, pais extremamente severos ou até mesmo pais que atribuem muitas expectativas aos filhos, ausência de afetividade, autoimagem distorcida e etc.

Quase sempre pensamos que o “remédio” da timidez está em forçar a exposição, acreditando que em algum momento a pessoa irá “se soltar”. Isso pode causar uma timidez ainda mais severa, o que dificulta ainda mais vencer essa barreira. Erroneamente e com muita frequência, quando se trata de inabilidades comportamentais, tentamos atacar os sintomas, negligenciando que por trás de um comportamento observável, sempre tem uma causa importante a ser investigada. Com a timidez não é diferente. Quais são os sentimentos que mantém esse sintoma?

Se você se considera uma pessoa tímida, faça agora uma autoanálise. O que o(a) faz ser tão acanhado? O que o(a) faz sentir inclusive medo de ser visto, elogiado, confrontado? Por que isso é tão forte em você? Pense nos fatores associados a timidez escrito acima, e encontrará uma resposta. Fácil perceber que a timidez não é causa, é consequência.

Tão importante quanto saber as causas, é saber também que é possível trabalhá-las, e dessa forma tornar-se menos retraído e acanhado. O confronto com as forças que causam a timidez é, sem dúvida, a solução mais eficaz. Você já deve ter ouvido falar que atividades, como teatro, são boas para melhorar a timidez, e é verdade. No entanto, quero aqui fazer uma observação a respeito disso. Em hipótese nenhuma, atividades melhoram a timidez pelo fato de proporcionar a exposição inevitável. O que acontece nesse tipo de atividade, é o mesmo que acontece em uma sala de terapia, em um treinamento vivencial, o autoconhecimento.

Investir em ferramentas para te deixar mais seguro, mais confiante, mais corajoso, aberto a afetividade, com certeza trará resultados na melhora da timidez, e dessa forma, você terá mais condições de aproveitar, por completo, as oportunidades que a vida insiste em te oferecer.

 


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